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A Liga do Mal
De volta às aulas.
É madrugada e estou nas minhas últimas horas embarcado. Estarei me ausentando dessa vida de marujo nos próximos três meses. Estou indo fazer um curso de especialização em Vitória-ES. Estou bastante animado, principalmente pelo fato de voltar a estudar. Não que a relação com o trabalho não seja de aprendizado contínuo, mas sinto muita falta de estar em uma sala de aula. E tenho que confessar que funciono mesmo é sob pressão. Aquilo que a maioria das pessoas detestam eu simplesmente acho fundamental: Prova. Sempre achei fazer prova um desafio. Não que eu tivesse um instinto competitivo com meus colegas de classe, mas sim comigo mesmo. Sempre estipulei metas. Evidente que sabia das minhas limitações e portanto sempre tracei objetivos alcançáveis. Agora não vai ser diferente. Desde que ingressei na empresa em que trabalho, tenho planejado diariamente os rumos da minha trajetória profissional. E estou caminhando mais um pequeno passo nessa minha longa jornada na Empresa. Agarrar as oportunidades, aprender sempre e ser um bom profissional.
Escrito por O Doido. às 02h30
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O quase-salvador da pátria
Estava em casa, onze horas da noite, assistindo ER como de costume quando o telefone tocou... A pessoa não quis se identificar. A voz era feminina. Sabia meu nome, o que eu fazia, demonstrou ter conhecimento da minha rotina. E disse subitamente que tinha documentos comprobatórios de muitas das falcatruas políticas que estavam sendo veiculadas na imprensa, mas que precisava de alguém com coragem para levar essas provas ao conhecimento público. Na hora gelei...Achei que era trote, mas ela demonstrava muita firmeza no que dizia. Escutei atentamente todas as instruções. A pessoa marcou às 10:00h em frente à Central do Brasil. Perguntei como iria reconhecê-la e ela me disse que viria ao meu encontro com uma Bíblia nas mãos. Desliguei o telefone sem prometer que iria... Todos em casa já dormiam e resolvi não comentar com ninguém! Deitei, mas demorei bastante para adormecer...
Levantei quase na hora marcada... Pensei, pensei e resolvi me encontrar com essa maluca. Arrumei-me rapidamente e saí em direção ao metrô. Às 10:07h estava em frente à Central e fiquei observando as pessoas que passavam. Esperei uns 15 minutos e quando já estava rindo sozinho imaginando meus amigos me zoando com essa estória, me aparece uma mulher com seus 40 anos, muita bem vestida e com uma Bíblia nas mãos. Ela se aproxima com um ar de medo e preocupação, me entrega uma pasta, diz que acha que está sendo vigiada e finaliza a conversa dizendo que o José Dirceu de alguma forma já tinha descoberto sobre ela e provavelmente eu já estaria na mira da quadrilha do PT para ser eliminado. Não deu tempo de mais nada. Ela acenou para o primeiro táxi que viu e entrou. Fiquei ali, estático por alguns minutos... Peguei novamente o metrô e voltei para casa com a pasta.
Antes de subir para o apartamento, passei na recepção e tirei cópias de todos os documentos e guardei estrategicamente na caixa de correio. Chegando em casa encontro Tiago (amigo que divide apartamento comigo) sentado com duas pessoas na sala. Para minha surpresa meu colega diz que os dois estavam esperando para falar comigo. Eles puxam as armas e dizem saber que estou de posse de todos os documentos que comprovariam todas as operações ilegais do governo nos últimos três anos. Percebi que não tinha nenhuma saída a não ser entregar a maldita pasta. Entreguei e eles me ordenaram não comentar o episódio com ninguém, e falaram friamente que senão minha mãe lá em Natal correria grande risco de vida. Consumido pela raiva, parti para cima de um deles que prontamente me deu uma coronhada na cabeça. Apaguei...
Acordo em um quarto escuro e sinto um balanço como se estivesse em um navio... E constato que era apenas um pesadelo, estou embarcado novamente!
Escrito por O Doido. às 02h50
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Carta Aberta
Caros amigos,
Gostaria de tentar explicar pela última vez como funciona a minha vida. Não trabalho oito horas por dia, nem cinco dias por semana. Trabalho catorze dias para ter direito a vinte e um de folga! Acham muito!? Então venham trabalhar uma semana no meu lugar!
Não estou reclamando do meu trabalho, de jeito nenhum! O problema é que as pessoas só me observam quando estou de folga. Esquecem que eu praticamente vivo catorze dias num mundo paralelo... string, stand, drilling, well, float sub, omni valve, kerotest, manifold, um tipo de trabalho difícil de explicar. Por mais que eu não exerça outras profissões, entendo pelo menos seu princípio básico. A maioria das pessoas não sabe sequer que existe um Engenheiro de Petróleo. Quando digo que vou fazer uma especialização, tento não entrar em detalhes porque se eu disser que é em “Avaliação de formações: TFR- Teste de Formação em Poços Revestidos”, 90% das pessoas não têm a menor idéia do que eu estou falando. Eu até entendo...Mas também gostaria que me entendessem! Portanto, quando eu estiver na minha folga, me deixem dormir muito, assistir TV e sair de casa só quando for para balada. E não me arrumem trabalho, por favor!
Abraços,
Adriano.
(Fundador do Programa ESFORÇO ZERO)
Escrito por O Doido. às 12h18
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Ser chefe sem culpa
Ter a oportunidade de chefiar um grupo de mais de cem pessoas é uma situação que muitos almejam. Mas alguns não sabem se portar quando têm a chance de estar nessa posição. Comandar é a parte mais fácil da tarefa. Principalmente quando se resolve retirar o prefixo “co” do verbo e instituir apenas o verbo mandar. Enche-se o peito e diz: Quem manda aqui sou eu! Essa postura não agrega valor algum ao grupo, e proporciona um ambiente tenso no trabalho. Tenho observado alguns colegas de empresa e vejo que muitos deles transformaram o local de trabalho em um quartel. Devo salientar que não é uma postura generalizada, mas encontrada com certa facilidade. Isso está mudando aos poucos, principalmente com a chegada dos novos profissionais depois de um limbo de doze anos sem contratações. Mas para evitarmos surpresas futuras, principalmente pelo fato de sabermos das fraquezas que recaem sobre alguns indivíduos, deveríamos munir todos com vacinas contra a arrogância e a prepotência que por vezes vem junto com o cargo. Nessas horas eu lembro de um professor meu que dizia: Liderança não se impõe, se conquista! Essa é a tarefa mais difícil.
Escrito por O Doido. às 16h11
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Nem sempre ser criança é bom demais!
Às vezes sinto saudades de quando era criança. Minha única preocupação era em como me safar das peças que pregava na minha irmã. E que peças... Acho que por isso que meu tio a apelidou de santinha. A mais clássica é a da Super Bond! Coitadinha, ela não merecia! Lembro como se fosse hoje quando encontrei aquela bisnaga onde podia ler com todas as letras: Cola papel, madeira, metal, etc. Basta aplicar sobre a área a ser colada e manter pressionado por 15 segundos. Favor manter fora do alcance de crianças. Meus olhos brilharam para o texto que acabara de ler e imediatamente minha cabecinha de seis anos de idade iniciou um processo de criação surpreendente. Em questão de segundos chamei minha querida irmã e tratei logo de passar para ela as devidas instruções. Abrir a boca, esperar eu passar o batonzinho nela e depois fechar a boquinha por uns 15 segundos. E claro que tudo isso foi feito de acordo com as instruções. O que poderíamos esperar de uma cobaia de cinco anos? Bem, o que se sucedeu não foi tão agradável. Não havia pensado na possibilidade de não haver em casa um descola tudo! Após um desespero silencioso de alguns minutos, constatei que não poderia escondê-la de meus pais a vida toda! Tive que entregar a minha cobaia para a chefia. Até porque nem gritar e chorar ela podia. Essa foi a única parte boa da história. Já viu como choro de criança é estridente?! Após a descoberta da minha brincadeira, houve uma divisão de tarefas por parte de meus pais. Meu pai foi levar minha irmã para a emergência de algum hospital, enquanto minha mãe ficou responsável em ter uma “conversinha” comigo. Bem, não era sempre que eu conseguia me safar. E para mim, essas conversas eram a parte mais dolorosa da brincadeira.
Escrito por O Doido. às 10h10
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Devaneios de um homem no mar...
Resolvi ingressar talvez um pouco tardiamente no mundo dos Blogs. Um fato importantíssimo para tal decisão foi ter passado a madrugada de ontem navegando em blogs de amigos e tenha achado no mínimo curioso! Sei lá, comprei a idéia. Já que alguns já me chamam carinhosamente de "o doido" (Veja bem, é "O" doido, com artigo definido!), resolvi postar aqui meus devaneios, minhas idéia mirabolantes, minhas opiniões controversas. Não estou aqui de forma alguma para abraçar nenhuma causa, levantar nenhuma bandeira...Na verdade, estou aqui simplesmente por mim! Isso soa até um pouco egoísta, né? Falando nisso, já parei muito para pensar e refletir sobre as características que nos fazem ser amados ou odiados, lembrados ou esquecidos. Tudo começou na ocasião em que um amigo estava hospedado em minha casa e prontamente o chamei para almoçar numa churrascaria rodízio. Conversa vai, conversa vem...Espeto vai, espeto vem...Garçom vai, garçom vem...Com licença vai, com licença vem...Bem, ao sairmos da churrascaria perguntei: E aí cara, gostou? Para minha surpresa recebi como resposta: Rapaz! Gostei muito da comida, o lugar é ótimo, mas os garçons são educados demais...Foi muito com licença, por favor, com licença, por favor, com licença, por favor, com licença, por favor...Que já estava de saco cheio!!! Pois é, gentileza em excesso também irrita. Outra lembrança que surgiu agora foi exatamente o fato que me trouxe ao Rio de Janeiro. Quando resolvi fazer mestrado tinha duas opções: Rio ou Brasília. Um dos motivos que me fizeram escolher o Rio de Janeiro foi o fato de um grande amigo meu ter escolhido Brasília! Estranho né?! O cara era (e continua sendo) muito chato! Hoje, apesar de estar muito feliz com a escolha que eu fiz, posso dizer uma coisa: A chatice desse meu amigo me faz muita falta! Pude constatar que as qualidades estão para água como os defeitos estão para o álcool. Não podemos viver só com água, senão o mundo seria um poço de chatice. Em contrapartida, não podemos viver só com o álcool pois senão quando percebessemos não teríamos mais ninguém ao nosso lado. Daí eu concluo, sou egoísta na medida certa.
Escrito por Dark às 00h33
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